Menopausa & álcool: o que a sua taça tem a ver com seus sintomas?
- TREND Marketing
- 12 de jan.
- 2 min de leitura
Durante a menopausa, o corpo passa por uma reconfiguração hormonal intensa — e isso muda completamente a forma como você reage a estímulos que antes pareciam “inofensivos”. E um deles é o álcool.
Essa relação importa mais do que parece, porque mesmo pequenas quantidades podem intensificar sintomas que já são desafiadores por si só.
Ondas de calor e suores noturnos
Mulheres que consomem 40 g ou mais de álcool por dia têm até duas vezes mais chances de apresentar sintomas vasomotores intensos.
Ou seja: aquela taça extra no fim do dia pode virar um gatilho para noites mal dormidas e ondas de calor mais frequentes.
Sono leve, fragmentado e nada reparador
O álcool realmente pode ajudar a adormecer mais rápido — mas impede que você chegue às fases mais profundas do sono.
O resultado? Acordar cansada, irritada e, muitas vezes, com mais fogachos ao longo do dia. Não é exagero: é fisiologia.
“Brain fog” e oscilações emocionais
Durante a perimenopausa, neurotransmissores como serotonina e dopamina já oscilam naturalmente. E o álcool… bagunça justamente essas vias.
Isso pode piorar:
confusão mental
dificuldade de concentração
irritabilidade
sintomas de ansiedade e depressão
Metabolismo mais lento, efeitos mais rápidos
Com a queda do estrogênio, o corpo passa a metabolizar o álcool de outra forma.
Isso significa que a mesma dose que antes você tolerava bem pode causar efeitos mais fortes — e afetar diretamente o equilíbrio hormonal.
Então… Não pode beber?
Não é sobre proibir. É sobre observar. Se a taça que antes “relaxava” virou rotina e agora você percebe que:
dorme pior
acorda cansada
sente mais irritabilidade
tem mais fogachos
Talvez reduzir, alternar dias sem bebida ou ajustar o consumo já traga um alívio real.
A menopausa exige gentileza com o corpo — e às vezes isso inclui repensar hábitos que antes funcionavam bem.
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